No funeral,
de quem já nem lembro
era comida, era bebida,
era alegria.
Todos sorriam,
inchavam as panças
contavam da vida,
contavam piada,
contavam histórias,
contavam sorrizos,
contavam mentiras.
Ainda se fala do morto.
Mas quase nimguém sabe quem foi.*
Ramon Chaves
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