Friday, April 11, 2008

O caso da sexta.

Na sexta
A pessoa jurídica suicídou-se,
Tentaram-na empidir,
Prenderam-na pelas ações criminais,
Mas cansada da falência, entrou em condordata.
Se matou coitada,
No enterro
Um monte de protocolos , essas ações cíveis,
para ser, ou parecer, social
Registraram um contrato.
Para que se cuide melhor dos sentimentos destes tipos.
Não quizeram homologá-lo,
foi aquele rebuliço.
Uns diziam: Subornem.
outros,perguntavam os preços.
Até, que , um grito!!!
Quem gritou?
Um sujeito de terno gritou
- Eu tenho a procuração!
Logo tudo estava resolvido, e no sábado,
no sábado sobrou a sexta noite.
Alguns de seus orgãos,os que já eram públicos, foram doados.
Outros até, foram vendidos.
Estranhamente,não se encontrou o coração.
Ainda hoje se pode ouvir falar do fato
Nos bares por aí.


Ramon Chaves

11/04/2008.

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